segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Cartas ao Tom - fevereiro 2012


Querido filho Tom,


Mamãe vai voltar ao trabalho.
Depois de quase 5 meses em casa por causa da licença maternidade da sua irmã, mamãe vai voltar a se despedir, pela manhã e à tarde, com a certeza de que vai voltar, horas depois, morrendo de saudades.
Você é grande, filho. Já passou por isso antes.
Você sabe que a mamãe volta.
As mães sempre voltam.
E seria tão mais fácil para nós, mamães que trabalhamos fora, se a gente pudesse ter um feedback de vocês. Algo como um “você está indo bem, mamãe, não se preocupe.” Ou um “não fique culpada, mamãe, eu me divirto em casa sem você”.
Parece loucura mas toda mãe pensa a mesma coisa. Que não existe nada mais gostoso do que abraçar e sentir o cheirinho de uma bebê de 5 meses. Que não existe nada mais divertido do que a companhia de um garoto esperto de 5 anos.
Mas sim, filho, existe vida longe das fraldas.
Posso falar por mim e espero que você e sua irmã, um dia, entendam.
Mesmo sendo o maior dilema das mães de hoje (das mães dos seus amiguinhos também) não somos menos mães se admitimos que trabalhar fora é prazeroso.
E não estamos menos presentes em casa por isso. Eu não estive.
Nos últimos 5 anos voltei para casa para almoçar com você.
Cheguei cedo sempre que pude para brincar com você.
Te levei ou busquei na escola quase todos os dias.
Sempre li um, dois ou três livros para você antes de dormir.
Contei muitas histórias, ouvi dezenas de outras.
Não fui uma mamãe tempo integral mas fui uma mamãe completa em todo tempo que estivemos juntos.
Vamos começar tudo de novo agora com a sua irmãzinha.
Se ela chorar, filho, fala para ela que a mamãe volta, tá?
E, sempre que eu não estiver em casa, cuida dela por mim.

Um beijo,
Mamãe.

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